Stable News é a curadoria semanal da Lumx dedicada a destacar os principais movimentos em stablecoins, tokenização e pagamentos digitais na economia global.
Esta edição traz como destaques o PYUSD da PayPal ultrapassando US$ 1,3 bilhão e expandindo para nove novas blockchains, o Banco do Canadá pedindo regulação federal para stablecoins, o anúncio do neobank Plasma One com foco em stablecoins, a Ripple transformando o RLUSD em off-ramp institucional para fundos de BlackRock e VanEck, além de um relatório revelando que stablecoins já movimentam US$ 2,3 trilhões por mês.
Tempo de leitura: 7 minutos
PayPal leva o PYUSD para nove blockchains e reforça ambição global
A PayPal anunciou a expansão do seu stablecoin PYUSD para nove novas blockchains via integração com o protocolo LayerZero, incluindo Avalanche, Tron e Aptos. A circulação multichain também foi integrada ao Stargate, viabilizando liquidez cruzada com mais de 80 redes.
Com isso, o PYUSD atinge US$ 1,3 bilhão em valor de mercado e consolida sua presença no universo de pagamentos digitais tokenizados. O movimento soma-se a outros recentes da empresa, como o lançamento do PayPal Links e sua candidatura à emissão do stablecoin da Hyperliquid.
A PayPal se posiciona não apenas como emissora, mas como protagonista da próxima geração de infraestrutura financeira digital — ampliando sua atuação tanto no front de usuários finais quanto nos bastidores do ecossistema cripto-financeiro.
Por que isso importa:
✅ PYUSD ainda é pequeno em market share, mas avança rapidamente em distribuição corporativa.
✅ A PayPal combina stablecoin própria, integração em aplicativos de massa e presença institucional.
✅ Mostra como fintechs podem acelerar adoção via canais já estabelecidos.
Banco Central do Canadá pede regulação federal para stablecoins
O Bank of Canada alertou que a ausência de uma regulação federal para stablecoins pode comprometer a competitividade do país. O destaque está no alto custo de remessas internacionais, de 5% a 10%, frente a alternativas cripto que operam abaixo de 1%.
O relatório da instituição compara o Canadá a mercados como Estados Unidos e Reino Unido, que já avançam em frameworks específicos, e recomenda a criação de sandboxes e projetos-piloto para não depender exclusivamente de infraestrutura estrangeira.
O apelo se alinha à tendência observada em países da América Latina, como o Brasil, onde discussões regulatórias sobre stablecoins e infraestrutura tokenizada estão em estágio mais avançado.
Por que isso importa:
✅ Remessas são um dos casos de uso mais claros e socialmente relevantes para stablecoins.
✅ A falta de um marco regulatório pode atrasar a competitividade de fintechs locais.
✅ Reflete a pressão internacional por frameworks claros e interoperáveis.
Plasma lança neobank cripto-nativo com yield e cashback
A blockchain Plasma, voltada a stablecoins e otimização de transações, anunciou o Plasma One, um neobank com foco no consumidor final. O serviço promete 4% de cashback, mais de 10% de yield sobre stablecoins e cobertura em 150 países com cartões físicos e virtuais.
A proposta rompe com a abordagem institucional de players como Circle ou Tether, apostando em distribuição direta ao usuário e experiência de consumo. A iniciativa mostra que o campo das stablecoins continua aberto para experimentações fora dos grandes conglomerados.
Por que isso importa:
✅ Reforça a relevância de modelos crypto-native na evolução da infraestrutura de pagamentos.
✅ Posiciona stablecoins como produto de consumo e não apenas infraestrutura técnica.
✅ Provoca debate sobre a viabilidade e sustentabilidade de altos yields no longo prazo.
Ripple conecta fundos tokenizados da BlackRock e VanEck ao RLUSD
Em parceria com a Securitize, a Ripple permitirá que investidores dos fundos tokenizados da BlackRock (BUIDL) e VanEck (VBILL) convertam suas cotas diretamente em RLUSD, sua stablecoin nativa.
A iniciativa fortalece o papel da Ripple como ponte entre ativos do mercado tradicional e liquidez on-chain, e posiciona o RLUSD como uma opção relevante para operações com RWAs (real-world assets).
Por que isso importa:
✅ Consolida stablecoins como camada fundamental para tokenização institucional.
✅ A Ripple amplia seu escopo e entra na disputa com o USDC da Circle no segmento institucional.
✅ Mostra como grandes gestores já utilizam stablecoins em produtos financeiros estruturados.
Stablecoins movimentam US$ 2,3 tri por mês: dados do novo relatório Money Movement 2.0
O relatório “Money Movement 2.0”, publicado pela 51, mostra que stablecoins movimentam US$ 2,3 trilhões por mês, número comparável ao da Visa. O total em circulação ultrapassa US$ 280 bilhões e 90% das instituições financeiras globais já exploram stablecoins de forma ativa.
Entre os destaques do estudo:
A valorização da Circle pós-IPO (6x);
O lucro recorde da Tether (US$ 5 bilhões);
A aquisição da Bridge pela Stripe;
E a entrada de Amazon e Walmart em stablecoins próprias, visando economia em taxas.
O documento também aborda a convergência entre stablecoins e IA como catalisadora de uma nova camada autônoma de infraestrutura financeira.
Por que isso importa:
✅ Mostra que stablecoins atingiram escala e maturidade comparáveis a grandes redes de pagamento.
✅ Confirma o uso institucional e estratégico por empresas globais.
✅ Reposiciona stablecoins como pauta macroeconômica — além do setor cripto.
Um Giro pela Lumx

Na última semana, a Lumx lançou oficialmente a nova temporada do podcast Stable Talks powered by Bitso Business. O episódio de estreia traz uma conversa com Antônia, diretora de blockchain e cripto da Visa LAC, sobre:
O papel da Visa na infraestrutura de stablecoins,
A evolução dos cartões colateralizados,
Os dilemas regulatórios em torno das CBDCs, como o Drex,
E o protagonismo da América Latina como espaço de experimentação.
Você já consegue conferir o episódio na íntegra via Youtube ou Spotify.
Para acessar episódios anteriores ou mais informações sobre o Stable Talks, basta clicar aqui.
Já nesta quinta-feira, estreia o segundo episódio com Amit Cheela, CEO da BVNK nos EUA, abordando os desafios dos programas de cartão e o futuro da integração entre stablecoins e sistemas tradicionais de pagamento. Clique aqui para assistir uma prévia.
Com PayPal ampliando sua presença multichain, Ripple conectando ativos tradicionais à liquidez cripto e iniciativas como a Plasma buscando caminhos alternativos de distribuição, fica evidente que stablecoins estão cada vez mais entrelaçadas ao cotidiano financeiro global.
A regulação tenta acompanhar. Os dados confirmam a escala. E os diferentes modelos, institucionais, nativos, corporativos, mostram que a infraestrutura financeira do futuro será, inevitavelmente, tokenizada.
Até a próxima edição.
How has PayPal's PYUSD stablecoin expanded to multiple blockchains?
PayPal expanded PYUSD to nine new blockchains via LayerZero integration, including Avalanche, Tron, and Aptos, with cross-liquidity across more than 80 networks through Stargate. With a $1.3 billion market cap, PYUSD is scaling through corporate distribution channels, combining PayPal's mass-market app integration with institutional blockchain infrastructure.
Why is the Bank of Canada calling for federal stablecoin regulation?
The Bank of Canada has called for federal stablecoin regulation as stablecoins go mainstream, recognizing that without clear guardrails, the rapid growth of digital payment instruments could pose risks to monetary policy and financial stability. This mirrors similar regulatory pushes in the US, EU, and Asia, reflecting global consensus that stablecoins need structured oversight.
What is Plasma One and why did Plasma launch a stablecoin neobank?
Plasma launched Plasma One, a neobank built on stablecoin infrastructure, offering banking services powered by digital assets rather than traditional banking rails. This represents a new category of financial institution — one that uses stablecoins as the foundational layer for deposits, payments, and transfers, potentially offering lower costs and faster settlement than conventional neobanks.
How much do stablecoins process monthly and what does this volume signify?
Stablecoins now process approximately $2.3 trillion per month, a volume that rivals some traditional payment networks. This figure demonstrates that stablecoins have moved well beyond speculative trading into real economic activity — powering cross-border payments, institutional settlements, and increasingly, everyday financial operations at a global scale.





