Stable News

MetaMask lança stablecoin própria, tensões regulatórias nos EUA e o papel da América Latina na adoção de cripto

Os principais movimentos no ecossistema de stablecoins e pagamentos digitais

Caio Barbosa

Fundador & CO-CEO

Forbes Under 30. Uma das principais vozes em Fintech & Crypto no Brasil. Escreve semanalmente sobre stablecoins, pagamentos e o futuro da infraestrutura financeira na América Latina.

Imagem de capa para o artigo do blog Lumx: MetaMask lança seu próprio stablecoin, tensões regulatórias nos EUA e o papel da América Latina ...
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Stable News é a curadoria semanal da Lumx dedicada a destacar os principais avanços em stablecoins, tokenização e infraestrutura de pagamentos digitais na economia global.
Nesta edição, analisamos o lançamento da mUSD, a stablecoin da MetaMask; os embates regulatórios entre bancos e emissores após a aprovação do GENIUS Act; a projeção da Coinbase sobre um mercado trilionário de stablecoins até 2028; os movimentos da China em direção a um stablecoin lastreado no yuan; e um relatório inédito da Dune sobre a adoção cripto na América Latina.

Tempo de leitura: 7 minutos

MetaMask lança mUSD e se posiciona como infraestrutura financeira

MetaMask anunciou o lançamento da sua própria stablecoin, mUSD, emitida pela Bridge (subsidiária da Stripe) e totalmente lastreada em ativos equivalentes ao dólar. Inicialmente disponível em Ethereum e Linea, a mUSD será integrada em todo o ecossistema MetaMask e, até o fim do ano, também estará habilitada como forma de pagamento no cartão de débito da MetaMask, operado pela Mastercard.

O movimento representa a primeira vez que uma carteira self-custodial lança uma stablecoin nativa, aproveitando sua base de milhões de usuários ativos. O objetivo declarado é transformar a mUSD em camada de liquidez central não apenas dentro da MetaMask, mas em todo o DeFi. Apesar disso, a emissão ficará a cargo da Bridge, em conformidade com o GENIUS Act.

Por que isso importa:

✅ O lançamento conecta stablecoins diretamente à base de usuários de uma das maiores carteiras do mundo, potencializando a adoção.
✅ A integração futura com o cartão físico da MetaMask pode acelerar o uso de stablecoins em pagamentos do dia a dia, inclusive na América Latina, onde os cartões já têm forte penetração.
✅ A estratégia reforça a tendência de empresas de software assumirem posição central na infraestrutura de pagamentos.

Bancos pressionam mudanças no GENIUS Act, mas setor cripto reage

Associações bancárias americanas pressionaram o Senado para enfraquecer pontos-chave do GENIUS Act, recentemente aprovado, alegando riscos de fuga de trilhões em depósitos bancários para o setor de stablecoins.

O lobby cripto, representado pela Blockchain Association e pelo Crypto Council for Innovation, respondeu prontamente, afirmando que os bancos buscam proteger seus próprios interesses em detrimento da competição e da inovação. Entre os pontos em disputa, estão a permissão para que emissores estaduais operem em todo o país e a possibilidade de exchanges oferecerem rendimento sobre depósitos em stablecoins.

Por que isso importa:

✅ O embate define os limites entre bancos tradicionais e novos emissores digitais, moldando o mercado de stablecoins nos EUA.
✅ A disputa em torno do rendimento em stablecoins é central para sua atratividade junto ao público.
✅ O resultado pode influenciar regulações em outros países que observam de perto o modelo americano.

Coinbase projeta era trilionária para stablecoins até 2028

Segundo projeção da Coinbase, o mercado de stablecoins pode alcançar US$ 1,2 trilhão até 2028, impulsionado pela aprovação do GENIUS Act e pela crescente demanda por liquidez digital lastreada em Treasuries americanos.

O estudo mostra que, para atender à demanda, a emissão de Treasuries teria que atingir US$ 5,3 bilhões semanais nos próximos três anos, o que teria impacto mínimo nos yields de curto prazo. Além disso, países como Coreia do Sul e China avaliam regulamentar suas próprias stablecoins nacionais para competir com a dominância dos ativos dolarizados.

Por que isso importa:

✅ As stablecoins já são compradoras relevantes da dívida americana, aproximando cripto de mercados tradicionais.
✅ O crescimento projetado valida o setor como infraestrutura crítica do sistema financeiro global.
✅ A entrada de países asiáticos emite um sinal claro de competição geopolítica pelo futuro do dinheiro digital.

China avalia stablecoin lastreada no yuan

Após anos de repressão a criptoativos privados, a China agora avalia o lançamento de um stablecoin lastreado no yuan, com piloto em Hong Kong e Xangai. A medida busca ampliar a presença internacional da moeda chinesa em fluxos financeiros globais.

Especialistas destacam, no entanto, que a credibilidade e a liquidez do dólar seguem sendo obstáculos significativos. Hoje, 98% das transações em stablecoins são dolarizadas, e a atratividade de um yuan digital exigiria mudanças econômicas e políticas profundas na China.

Por que isso importa:

✅ Stablecoins se consolidam como instrumentos de disputa geopolítica.
✅ A dominância do dólar permanece forte, mesmo diante de esforços chineses.
✅ Para ganhar espaço, a China precisaria reformar a percepção global sobre a moeda e reduzir controles rígidos.

Relatório da Dune mapeia uso de cripto na América Latina

A Dune lançou o LATAM Crypto 2025 Report, que traz uma das análises mais completas sobre a adoção prática de cripto na região, com foco em pagamentos, stablecoins, on/off-ramps e aplicativos de consumo.

O retrato é de uma região onde as stablecoins vêm se tornando uma camada base da vida financeira, impulsionadas pela demanda por praticidade e usabilidade em contextos marcados por desbancarização e inflação elevada. O estudo mostra o papel central dos exchanges e neobancos cripto, o crescimento de stablecoins atreladas a moedas locais e a evolução de aplicativos que conectam stablecoins diretamente ao consumo cotidiano.

Por que isso importa:

✅ A América Latina se consolida como laboratório global para stablecoins em uso real.
✅ Os dados reforçam a transição do cripto especulativo para cripto como infraestrutura de pagamentos.
✅ A diversidade de moedas locais gera oportunidades únicas para stablecoins regionais.

Lumx marcará presença na Stablecoin Conference 2025

Nos dias 27 e 28 de agosto, a Lumx participará da primeira edição da Stablecoin Conference, organizada pela Bitso na Cidade do México. Além de um estande com demonstrações de produto, Caio Barbosa, CEO da Lumx, integrará o painel “Collaborating for Success: Building a Unified Digital Finance Ecosystem”, ao lado de outros líderes do setor.

O evento reunirá reguladores, empresas e especialistas para discutir o futuro dos pagamentos digitais e o papel estratégico da América Latina no cenário global.

Adicionalmente, a Lumx estará presente com um stand no evento, apresentando as soluções desenvolvidas aos interessados.

A edição desta semana evidencia como o ecossistema de stablecoins está em plena transformação: de tensões regulatórias nos EUA à entrada de gigantes como a MetaMask, de movimentos geopolíticos da China a relatórios que comprovam a relevância da América Latina. Entender esses avanços deixou de ser opcional: é estratégico para qualquer empresa, governo ou instituição que queira estar à frente na economia digital.

Nos vemos na próxima edição. Uma ótima semana e até breve.

  • What is MetaMask's mUSD stablecoin and why is it significant?

    mUSD is MetaMask's native stablecoin, issued by Bridge (a Stripe subsidiary) and fully backed by dollar-equivalent assets. Available on Ethereum and Linea, it will be integrated across MetaMask's ecosystem including a Mastercard debit card. It is the first time a self-custodial wallet has launched its own stablecoin, leveraging millions of active users to create a central liquidity layer across DeFi.

  • What tensions exist between US banks and stablecoin issuers after the GENIUS Act?

    Following the GENIUS Act's approval, US banks are pushing back against stablecoin issuers, arguing that yield-bearing stablecoins create unfair competition for deposits. Banks want stricter requirements for stablecoin issuers to match banking regulations, while issuers contend that stablecoins complement rather than threaten the banking system. This tension is shaping ongoing regulatory refinements.

  • How large could the stablecoin market become by 2028?

    Coinbase has projected that the stablecoin market could reach the trillion-dollar range by 2028, driven by institutional adoption, regulatory clarity from laws like the GENIUS Act, and expanding use cases in cross-border payments, treasury management, and DeFi. This projection reflects the accelerating pace at which traditional finance is integrating stablecoin infrastructure.

  • Is China developing a yuan-backed stablecoin?

    China has taken steps toward developing a yuan-backed stablecoin, adding a new dimension to the global stablecoin competition. While China has historically restricted crypto activities, the strategic importance of digital currencies for international trade and financial influence has pushed authorities to explore state-controlled stablecoin alternatives that could compete with dollar-denominated tokens.

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