Stable News

US$ 3,4 milhões e a corrida global por stablecoins soberanas

Bancos, governos e big techs avançam em stablecoins nacionais enquanto a Lumx anuncia nova rodada de investimento

Caio Barbosa

Fundador & CO-CEO

Forbes Under 30. Uma das principais vozes em Fintech & Crypto no Brasil. Escreve semanalmente sobre stablecoins, pagamentos e o futuro da infraestrutura financeira na América Latina.

Imagem de capa para o artigo do blog Lumx: US$3,4 milhões e a corrida global por stablecoins soberanas
Imagem de capa para o artigo do blog Lumx: US$3,4 milhões e a corrida global por stablecoins soberanas

Stable News é a curadoria semanal da Lumx, dedicada a destacar os principais movimentos em stablecoins, tokenização e pagamentos digitais na economia global.

Esta edição marca um momento simbólico: enquanto a Lumx levanta US$ 3,4 milhões em rodada seed para fortalecer a infraestrutura de stablecoins na América Latina, o cenário internacional se movimenta em direção a uma disputa por moedas digitais soberanas.

Entre os destaques, um erro de US$ 300 trilhões na Paxos que virou exemplo de transparência on-chain, a União Europeia buscando competir com o dólar, o Japão lançando um stablecoin de iene, bancos globais testando padrões do G7 e a Coinbase expandindo seu foco corporativo com o USDC.

Tempo de leitura: 8 minutos

Um giro pela Lumx

A Lumx anunciou o fechamento de uma rodada seed de US$ 3,4 milhões, liderada pela Indicator Capital e CMT Digital, com participação de Bitso, Nomad, Antler, Honey Island e outros parceiros estratégicos.

O investimento representa um marco na consolidação da infraestrutura de stablecoins na América Latina, e confirma o amadurecimento da região em tecnologia, liquidez e escala global.

Com o novo aporte, a Lumx concentrará esforços em ampliar licenças, fortalecer compliance e expandir conexões internacionais, mantendo sua essência: uma equipe enxuta, com autonomia para construir rápido e entregar com consistência.

O CEO da Lumx, Caio Barbosa, destacou que a conquista reflete a evolução do mercado latino-americano, onde bancos, fintechs e empresas já buscam integrar stablecoins de forma segura e regulada, algo que há poucos anos parecia distante.

[Leia mais sobre o anúncio aqui.]

Além disso, foi revelada uma nova camada do Lumx Conference, evento exclusivo e por convite que acontecerá em 5 de novembro, em São Paulo, reunindo líderes de tecnologia, regulação e compliance. A conferência nasce como um espaço estratégico de diálogo sobre o futuro das stablecoins e a construção das bases regulatórias do setor.

[Saiba mais sobre o evento aqui.]

Por fim, um novo episódio da segunda temporada do Stable Talks powered by Bitso Business acaba de ser lançado. No episódio, Caio Barbosa e Julián recebem Rachael Akalia, Regional Marketing Manager na Yellow Card, para discutir como a África vem se tornando um dos ecossistemas mais dinâmicos do mundo em adoção de stablecoins e pagamentos digitais.

A conversa traz paralelos com a América Latina e destaca o papel das stablecoins como infraestrutura para resolver desafios reais, de inflação à liquidez, em mercados emergentes.
[Assista ao episódio completo aqui.]

Paxos e a lição por trás de um erro de US$ 300 trilhões

Um erro interno na Paxos levou à mintagem acidental de US$ 300 trilhões em PYUSD, o stablecoin emitido para o PayPal. O problema foi identificado e revertido em menos de 30 minutos, demonstrando a eficácia da transparência on-chain.

Mais do que um deslize técnico, o episódio reforça a diferença entre opacidade institucional e verificabilidade pública: no blockchain, até o erro é prova de maturidade, porque é visível, auditável e reversível.

Por que isso importa:

✅ A transparência do blockchain permite detectar e corrigir erros em minutos.
✅ Em contraste, falhas em bancos tradicionais podem levar meses para virem à tona.
✅ Mesmo em sistemas centralizados, a rastreabilidade pública segue como diferencial incomparável.

Europa quer competir com o dólar no campo das stablecoins

Após anos de cautela, a União Europeia passou a defender o fortalecimento de stablecoins lastreadas em euro como estratégia para conter a dominância dos ativos dolarizados.

Pierre Gramegna, diretor do Mecanismo Europeu de Estabilidade, afirmou que “a Europa não pode depender de stablecoins em dólar”, sinalizando uma guinada geopolítica no tema.

O movimento surge após o GENIUS Act, nos EUA, consolidar o dólar digital como padrão de mercado. Agora, o bloco europeu busca posicionar o euro como alternativa de peso no cenário financeiro digital.

Por que isso importa:

✅ Marca uma mudança de postura da Europa rumo a stablecoins soberanas.
✅ Mostra que a disputa monetária no ambiente digital é também geopolítica.
✅ O desafio europeu será equilibrar inovação com controle e credibilidade do euro.

Japão dá o exemplo: bancos se unem por um stablecoin de iene

Três dos maiores bancos japoneses, MUFG, Mizuho e Sumitomo Mitsui, anunciaram a criação de uma stablecoin lastreada em iene, operada pela plataforma Progmat Coin.

O projeto visa reduzir custos e agilizar liquidações corporativas, integrando blockchain diretamente às operações bancárias. A Mitsubishi Corporation será a primeira a adotar o ativo para transações internas entre suas subsidiárias.

Por que isso importa:

✅ O Japão avança em um modelo de stablecoins bancárias interoperáveis.
✅ A Ásia desponta como a primeira região a integrar stablecoins ao fluxo financeiro institucional.
✅ É um passo decisivo rumo à tokenização de transações corporativas.

Bancos globais unem forças em busca de um padrão G7

Um consórcio com dez dos maiores bancos do mundo, incluindo Goldman Sachs, Citi, Deutsche Bank e Santander, iniciou estudos para desenvolver stablecoins lastreadas nas moedas do G7.

O grupo planeja testar emissões em blockchains públicas, com foco em liquidez e conformidade, um movimento que reforça a integração entre o sistema bancário e a infraestrutura digital.

Por que isso importa:

✅ Representa o início da fase institucional das stablecoins.
✅ Mostra a convergência entre TradFi e DeFi.
✅ A nova disputa será por quem define os padrões, bancos globais ou emissores nativos.

Coinbase mira empresas com nova plataforma cripto

A Coinbase lançou o Coinbase Business, uma solução voltada a pequenas e médias empresas que combina pagamentos, liquidez em USDC e rendimento anual de até 4,1%.

A proposta funciona como uma “conta operacional cripto”, com integração a sistemas contábeis e liquidação instantânea. O movimento posiciona a Coinbase no mesmo terreno de fintechs como Brex e Mercury, mas com infraestrutura on-chain.

Por que isso importa:

✅ Expande o uso do USDC no mercado empresarial global.
✅ Oferece pagamentos e rendimentos reais em blockchain.
✅ Reconfigura o conceito de conta corporativa para o ambiente digital.

Entre erros de trilhões corrigidos em minutos, governos rediscutindo soberania monetária e bancos globais entrando no jogo, as stablecoins deixaram de ser um tema de nicho para se tornarem a infraestrutura central das finanças digitais.

O setor amadurece diante dos olhos do mercado, e cada novo movimento, seja de uma fintech ou de um regulador, reforça a transição de “cripto” para infraestrutura financeira global.

Até a próxima edição.

  • What is the global race for sovereign stablecoins?

    Governments and central banks worldwide are exploring or launching stablecoins pegged to their national currencies. Japan has launched a yen-backed stablecoin, the EU is pushing to compete with the dollar through digital euro initiatives, and global banks are testing a G7 stablecoin standard — all signaling a shift toward sovereign digital currencies alongside private stablecoin issuers.

  • What happened with Paxos's $300 trillion minting error?

    Paxos accidentally minted $300 trillion in tokens due to a smart contract error, but the incident became a case study in on-chain transparency. Because the transaction was visible on a public blockchain, the error was quickly identified and corrected, demonstrating how blockchain's inherent transparency provides a layer of accountability that traditional financial systems often lack.

  • Why did Lumx raise $3.4 million and what will the funds be used for?

    Lumx closed a $3.4 million seed round led by Indicator Capital and CMT Digital, with participation from Bitso, Nomad, Antler, and other strategic partners. The investment will fund license expansion, compliance strengthening, and deepening international connections to consolidate stablecoin infrastructure in Latin America for banks, fintechs, and enterprises.

  • How is Coinbase expanding its corporate focus with USDC?

    Coinbase has been expanding its enterprise offerings around USDC, targeting corporate clients who need stablecoin infrastructure for treasury management, payments, and cross-border operations. This corporate push reflects the broader trend of stablecoins moving beyond retail crypto trading into institutional and business use cases across the global economy.

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