No oitavo e último episódio da segunda temporada do Stable Talks powered by Bitso Business, Caio Barbosa (Lumx) e Julián Colombo (Bitso) recebem Manuel Beaudroit, fundador da Belo, para explorar como o cripto evoluiu de uma tecnologia de nicho para uma infraestrutura financeira real na América Latina.
Manu constrói no ecossistema cripto há mais de uma década e acompanhou praticamente todas as fases da indústria, desde a cultura cypherpunk inicial até os atuais trilhos de pagamentos impulsionados por stablecoins.
🎧 Ouça o episódio completo abaixo ou confira os principais destaques.
Destaques da conversa
1. A era cypherpunk do cripto
“Os primeiros anos do cripto eram muito anarco-capitalistas, majoritariamente cyberpunks experimentando a tecnologia.”
Entre 2012 e 2015, grande parte da atividade em cripto girava em torno de ideologia e experimentação.
Mas a adoção real começou apenas quando empresas passaram a construir casos de uso práticos sobre o Bitcoin.
2. Construindo pagamentos cross-border antes das stablecoins
Em 2015, a empresa anterior de Manu, Bitex, começou a usar Bitcoin para resolver um problema real: freelancers na Argentina que precisavam receber pagamentos internacionais apesar dos controles de capital.
A solução utilizava o Bitcoin como camada de liquidação enquanto fazia hedge da exposição cambial, essencialmente um precursor dos trilhos de pagamentos baseados em stablecoins que vemos hoje.
3. Argentina: um laboratório natural para o cripto
A história de inflação e controles de capital na Argentina criou um ambiente único para a adoção de cripto.
Stablecoins como DAI e USDT passaram a fazer parte do “kit de sobrevivência financeiro” de muitos usuários, permitindo acesso a dólares digitais fora do sistema bancário tradicional.
4. Quando o cripto se torna invisível
Uma das mudanças mais interessantes discutidas no episódio é que muitas pessoas já estão usando cripto sem saber.
Remessas, liquidações internacionais e fluxos de pagamento cada vez mais utilizam infraestrutura blockchain nos bastidores.
5. O avanço do PIX da Belo
Um dos maiores avanços de produto da Belo aconteceu quando a empresa permitiu que argentinos viajando no Brasil pagassem com PIX, utilizando infraestrutura cripto por trás da operação.
O fluxo do pagamento envolvia várias etapas:
Conversão de pesos argentinos para USDT
Envio da transação on-chain
Conversão para reais brasileiros
Liquidação via PIX
Tudo isso em segundos, criando uma experiência fluida para o usuário.
6. A ascensão das stablecoins locais
Segundo Manu, as stablecoins vieram para ficar — e stablecoins em moedas locais podem ganhar cada vez mais importância.
Elas permitem:
investidores estrangeiros acessarem mercados locais
exposição programável a economias emergentes
novos produtos financeiros construídos diretamente on-chain
7. O futuro: comércio agentic
Uma das ideias mais intrigantes do episódio é a ascensão de agentes de IA como atores econômicos.
À medida que o comércio se torna cada vez mais automatizado, as propriedades do cripto, operação 24/7, programabilidade e liquidação digital nativa, podem torná-lo a camada de pagamento padrão para transações machine-to-machine.
Ainda estamos no começo
Apesar de mais de uma década de desenvolvimento, Manu acredita que a indústria ainda está apenas começando.
Cripto, stablecoins e ativos tokenizados estão apenas começando a transformar o funcionamento da infraestrutura financeira.
“Ainda estamos apenas arranhando a superfície.”
— Manuel Beaudroit
How is Belo using crypto infrastructure for cross-border payments in Latin America?
Belo enables Argentinians to make payments in Brazil using PIX through crypto infrastructure in the background. The flow converts pesos to USDT, sends the transaction onchain, swaps into reais, and settles through PIX in seconds.
Why has Argentina become a natural laboratory for stablecoin adoption?
Argentinas history of inflation and capital controls created a unique environment where stablecoins like DAI and USDT became a financial survival tool, making it one of the highest per-capita crypto adoption markets.
What are local currency stablecoins and why do they matter?
Local currency stablecoins are tokens pegged to non-USD currencies. They allow foreign investors to gain programmable exposure to emerging markets and enable new financial products built directly onchain.
What is the agentic economy and how do stablecoins fit in?
The agentic economy refers to a future where AI agents operate as autonomous economic actors. Stablecoins are the ideal payment rail because they operate 24/7, are programmable, and offer native digital settlement.






