No segundo episódio da 2ª temporada do Stable Talks powered by Bitso Business, Caio Barbosa (Co-Founder & CEO da Lumx) e Julián Colombo (Senior Director, South America da Bitso) recebem Amit Cheela, CEO da BVNK nos EUA, para discutir como as stablecoins estão passando da especulação para se tornarem infraestrutura financeira real.
Amit compartilha sua trajetória de hedge funds para a BlockFi e, agora, BVNK, refletindo sobre as lições aprendidas nos altos e baixos do mercado cripto. A conversa destaca os custos ocultos em programas de cartões, o rápido crescimento da BVNK nos EUA e como a regulação está moldando a adoção de forma diferente entre os EUA e a Europa.
🎧 Ouça o episódio completo abaixo ou continue lendo os principais destaques da conversa.
Destaques da conversa
1. De hedge funds às stablecoins
“Sair das finanças tradicionais para a BlockFi me ensinou o poder, e os riscos, de escalar rápido. As stablecoins pareceram o próximo passo natural.”
— Amit Cheela
Trajetória profissional passando por hedge funds, BlockFi e BVNK
Lições do auge e da queda da BlockFi
Por que as stablecoins se tornaram um foco mais resiliente
2. Os custos ocultos dos programas de cartões
“Pré-financiar programas de cartões consome enormes quantias de capital; stablecoins podem liberar funding em tempo real.”
— Amit Cheela
Como programas de cartões imobilizam liquidez com pré-financiamento
Desafios de horários bancários, feriados e fluxos cross-border
Stablecoins como ferramenta de liquidação just-in-time
3. O crescimento da BVNK nos EUA
“Em julho, cruzamos US$ 400 milhões em volume, e isso é só o começo.”
— Amit Cheela
Estratégia da BVNK para expandir com parceiros regulados
Escalando volumes de dezenas para centenas de milhões
Parcerias com Paxos, Worldpay e High Note
4. Regulação: EUA vs. Europa
“A Europa é prescritiva com o MiCA, enquanto os EUA trabalham com expectativas. Ambos têm prós e contras.”
— Amit Cheela
Principais diferenças entre as abordagens regulatórias dos EUA e da Europa
Desafios de compliance em um mercado fragmentado
Como instituições decidem onde construir
5. Stablecoins além do dólar
“O dólar tem vantagens claras, mas existe pressão para criar stablecoins em moedas locais também.”
— Amit Cheela
Debate sobre stablecoins não lastreadas em USD e riscos de fragmentação
Desafios de liquidez com stablecoins locais
Por que stablecoins lastreadas em dólar continuam dominantes
6. Curva de adoção: devagar, até que tudo acontece de uma vez
“Começa devagar: regulação, educação, confiança. Depois, tudo se encaixa.”
— Amit Cheela
Barreiras para a adoção em massa
O papel do compliance e da confiança dos bancos
Por que a adoção pode acelerar de repente
Stablecoins: construindo infraestrutura financeira real
Este episódio mostra como as stablecoins deixaram de ser apenas um experimento para se tornarem a base emergente das finanças globais. A visão de Amit evidencia tanto as oportunidades quanto os desafios de integrar stablecoins aos sistemas de pagamento, desde o funding de cartões até fluxos cross-border.
Para a América Latina e além, a lição é clara: a adoção pode ser desigual, mas a direção é inevitável.
“A adoção está chegando, devagar, até que tudo acontece de uma vez.”
— Amit Cheela (BVNK)
What is BVNK and how is it using stablecoins for payments?
BVNK is a financial infrastructure company that helps businesses move money using stablecoins. Led by US CEO Amit Cheela, BVNK is rapidly growing in the American market by offering real-time funding solutions that replace the capital-intensive pre-funding requirements of traditional card programs, making cross-border payments faster and more capital-efficient.
What are the hidden costs in traditional card programs that stablecoins can solve?
Traditional card programs require companies to pre-fund large amounts of capital to cover transactions, tying up liquidity that could be used elsewhere. Banking hours, holidays, and cross-border delays add further friction. Stablecoins can unlock real-time funding instead, reducing the capital locked in pre-funding and enabling 24/7 settlement regardless of time zones or banking schedules.
How is stablecoin regulation different between the US and Europe?
The US is advancing through legislation like the GENIUS Act, creating a competitive framework that encourages innovation while establishing guardrails. Europe, through MiCA (Markets in Crypto-Assets), has taken a more prescriptive regulatory approach with centralized oversight. These different philosophies are shaping how companies build and deploy stablecoin products in each market.
What lessons from BlockFi's collapse apply to stablecoin companies today?
BlockFi's rise and collapse demonstrated the risks of scaling too fast without sustainable fundamentals, particularly around yield products and risk management. For stablecoin companies, the key lesson is that resilience matters more than speed — focusing on compliant infrastructure, transparent reserves, and sustainable business models rather than aggressive growth at the expense of stability.






