No episódio final da primeira temporada do Stable Talks, Caio Barbosa recebe Bárbara Espir, Country Manager Brasil da Bitso, para explorar como as stablecoins estão deixando de ser um ativo especulativo e se tornando infraestrutura real de pagamentos na América Latina.
Bárbara compartilha sua trajetória, de Stanford e PayPal até liderar a expansão da Bitso no Brasil, além de oferecer uma visão privilegiada sobre o lançamento de stablecoins locais como MXNB e BRL1. O episódio aprofunda os casos de uso específicos por país, a dinâmica regulatória e as novas iniciativas da Bitso para impulsionar a adoção de stablecoins e a colaboração entre setor público e privado na região.
🎧 Ouça o episódio completo abaixo ou continue lendo os principais destaques da conversa.
Destaques da conversa
1. Mercados locais, casos de uso locais
“Cada mercado latino-americano tem seus próprios motores para a adoção de stablecoins — desde inflação até remessas e clareza regulatória.”
— Bárbara Espir
Brasil: pagamentos B2B, importação/exportação, casos sensíveis a custo
Argentina: dolarização e preservação de salário
Colômbia: oportunidades de arbitragem no mercado OTC
México: remessas de alto volume, especialmente no corredor EUA-México
2. Emitindo stablecoins locais: MXNB e BRL1
“Nossa motivação com o MXNB e o BRL1 foi resolver problemas locais reais, não apenas lançar mais um token.”
— Bárbara Espir
Por que a Bitso criou suas próprias stablecoins
Infraestrutura vs. ativo especulativo: mudando a narrativa
Colaboração com players como Foxbit e Kinetix no consórcio do BRL1
3. Stablecoins e CBDCs: papéis complementares
“CBDCs como o Drex são infraestrutura estatal. As stablecoins preenchem outras lacunas — e ambos podem coexistir.”
— Bárbara Espir
Diferenças de caso de uso e flexibilidade
Por que stablecoins promovem mais adoção e inovação
A visão da Bitso de trabalhar com os reguladores, e não contra eles
4. Impulsionando o ecossistema: The Push e a Conferência de Stablecoins
“Precisamos de mais colaboração estruturada — por isso criamos o The Push e estamos organizando a primeira Conferência de Stablecoins na América Latina.”
— Bárbara Espir
The Push: aceleração para builders de cripto e stablecoins
A Stablecoin Conference: promovendo o diálogo entre inovadores e reguladores
A visão da Bitso de liderar o pensamento estratégico na América Latina
Stablecoins: de produto a infraestrutura
Este episódio encerra a primeira temporada do Stable Talks mostrando como as stablecoins deixaram de ser apenas ativos digitais e se tornaram o tecido conectivo das finanças reais em mercados emergentes. A perspectiva de Bárbara reforça a importância do contexto local, da sinergia público-privada e de uma regulação inteligente para escalar a adoção de forma sustentável.
“As stablecoins nos permitem repensar como o valor circula — de forma rápida, programável e sem fronteiras.”
— Bárbara Espir (Bitso)
What is Bitso's strategy for stablecoins in Latin America?
Bitso is one of Latin America's largest crypto platforms, processing over $25 billion in volume. Its strategy includes issuing local currency stablecoins like MXNB (Mexican peso) and BRL1 (Brazilian real), expanding B2B payment services through Bitso Business, and driving stablecoin adoption through partnerships with companies like Lumx. Bitso sees stablecoins as the central engine of the region's digital economy.
What are MXNB and BRL1 local currency stablecoins?
MXNB and BRL1 are stablecoins pegged to the Mexican peso and Brazilian real respectively, issued through Bitso's subsidiary Juno. These local currency stablecoins solve real problems: reducing FX costs for domestic transactions, enabling programmable local payments, and creating a hybrid ecosystem where dollar-pegged and local stablecoins coexist and interoperate with traditional payment systems.
How does stablecoin adoption differ across Latin American countries?
Each market has unique drivers: Brazil focuses on B2B payments, import/export, and cost-sensitive corporate use cases. Argentina is driven by dollarization and salary preservation against inflation. Colombia sees OTC arbitrage opportunities. Mexico has high-volume remittances, especially in the US-Mexico corridor. These diverse needs create a rich ecosystem where different stablecoin solutions thrive in each market.
Why is public-private collaboration important for stablecoin adoption in Latin America?
Public-private collaboration is essential because stablecoin adoption requires both regulatory clarity and technological innovation. Governments need industry input to craft effective regulations, while companies need clear rules to build compliant products. In Latin America, initiatives like Brazil's Central Bank consultations and Mexico's fintech licensing demonstrate how collaboration accelerates responsible adoption while protecting consumers and financial stability.






