Em processo de adequação ao regime das SPSAV, na modalidade de intermediária de ativos virtuais, nos termos da Resolução BCB nº 520/2025 (regime de transição do art. 88)

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Orquestração de pagamentos com stablecoins

Um futuro mais eficiente para fluxos de pagamentos que já é uma realidade

Caio Barbosa

Fundador & CO-CEO

Forbes Under 30. Uma das principais vozes em Fintech & Crypto no Brasil. Escreve semanalmente sobre stablecoins, pagamentos e o futuro da infraestrutura financeira na América Latina.

Imagem de capa para o artigo do blog: Orquestração de Pagamentos com Stablecoins
Imagem de capa para o artigo do blog: Orquestração de Pagamentos com Stablecoins

As stablecoins estão transformando a maneira como pagamentos globais são realizados, prometendo transferências internacionais mais rápidas e eficientes. Porém, na prática, essas transações frequentemente dependem de moeda fiduciária em algum ponto – formando o que é conhecido como “sanduíche de stablecoin”.

Esse modelo pode reduzir dias em liquidações internacionais, mas a coordenação manual entre várias partes ainda limita sua escalabilidade. A orquestração de pagamentos surge como uma solução para superar esses desafios, especialmente no Brasil, onde a inovação em sistemas de pagamento vem abrindo caminho para transformações significativas.

Vamos explorar como o Brasil, um mercado com alta demanda por eficiência e inovação em pagamentos, pode liderar essa transformação.

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Mas o que é a orquestração de pagamentos?

A orquestração de pagamentos é o processo de integrar e gerenciar diferentes etapas e provedores envolvidos em uma transação financeira em uma única camada tecnológica, tal qual um maestro que unifica melodias e instrumentos para alcançar uma perfeita harmonia. Em vez de empresas precisarem lidar com múltiplos intermediários – como bancos, provedores de liquidez e rails locais – a orquestração conecta tudo em uma interface unificada.

Com essa abordagem, é possível automatizar decisões sobre a melhor rota de pagamento (otimizando custos, velocidade e confiabilidade), monitorar cada etapa em tempo real e reduzir falhas. No Brasil, onde o sistema financeiro é dinâmico e exigente, a orquestração é essencial para simplificar a complexidade e impulsionar a eficiência

Stablecoins, agilidade acelerada em um mundo dominado pelo fiat

As stablecoins têm se destacado como uma solução poderosa para pagamentos globais, atuando como uma via rápida para liquidar pagamentos a freelancers, vendedores e fornecedores em questão de minutos. No Brasil, onde a volatilidade cambial é uma preocupação constante para empresas e indivíduos, stablecoins como o USDC ou USDT oferecem não apenas proteção contra a desvalorização do real (BRL), mas também a conveniência de transferências de baixo custo e alcance global.

Apesar de suas vantagens, o cenário atual ainda é amplamente dominado por moedas fiduciárias. No Brasil, o uso do real continua sendo indispensável para a maioria das transações locais, como pagamento de contas, compras diárias e outras despesas cotidianas. Por isso, no curto e médio prazo, o uso de stablecoins frequentemente depende de um componente fiduciário para conectar o novo paradigma digital à economia tradicional.

Essa dinâmica forma o que é conhecido como o “sanduíche de stablecoin”: as stablecoins aceleram o núcleo das transações, especialmente em transferências internacionais, mas as etapas inicial e final ainda requerem conversões para e de moedas fiduciárias.

Um futuro sendo construído para as stablecoins

À medida que a adoção de stablecoins cresce e as infraestruturas de pagamento evoluem, vislumbra-se um futuro em que as stablecoins possam se tornar um meio de pagamento completo, eliminando a necessidade de conversões para moedas fiduciárias. Nesse cenário, as pessoas poderão optar por receber, guardar e gastar diretamente em stablecoins, aproveitando sua eficiência total: disponibilidade 24/7, alcance global e custos reduzidos.

Embora ainda dependamos de moeda fiduciária para muitas transações, o potencial disruptivo das stablecoins aponta para um caminho onde as economias locais e globais poderão operar de forma mais integrada e eficiente, com pagamentos rápidos e acessíveis sem fronteiras.

O que é o sanduíche de stablecoin no contexto brasileiro?

Hoje, as stablecoins são usados para otimizar transferências internacionais, mas as entradas e saídas geralmente acontecem em moeda fiduciária. Vejamos como isso se aplica ao Brasil:

1. Remessas internacionais para o Brasil

Imagine um trabalhador brasileiro nos Estados Unidos enviando dinheiro para sua família no Brasil:

  • O remetente paga em dólares (USD) para um provedor de remessas local.

  • O provedor converte USD em stablecoins e os transfere para um parceiro no Brasil.

  • O parceiro no Brasil converte as stablecoins em reais (BRL) e distribui os valores diretamente para contas bancárias locais.


    Esse modelo permite que o destinatário receba os fundos no mesmo dia – uma melhoria significativa em relação aos métodos tradicionais.

2. Pagamentos de marketplaces globais

Um vendedor brasileiro em uma plataforma de e-commerce internacional recebe pagamentos de compradores estrangeiros:

  • O pagamento é recebido em USD ou EUR pelo provedor de pagamentos do e-commerce.

  • O provedor converte o valor para stablecoins e os envia para um parceiro no Brasil.

  • O parceiro no Brasil realiza a conversão das stablecoins para BRL e faz o pagamento final diretamente ao vendedor por meio de Pix ou transferência bancária.

    Esse processo elimina longas esperas e altas taxas associadas às transferências internacionais.

3. Pagamentos a fornecedores brasileiros

Uma empresa nos Estados Unidos contrata fornecedores no Brasil para serviços ou produtos:

  • O pagamento é realizado em USD e convertido para stablecoins por um parceiro de pagamentos.

  • O parceiro no Brasil converte as stablecoins para BRL e realiza o pagamento final diretamente para a conta do fornecedor no Brasil.

    Esse fluxo reduz significativamente os custos de transação e acelera os prazos de pagamento, uma vantagem competitiva para fornecedores locais.

Os desafios da gestão manual no sanduíche de stablecoin

Apesar da eficiência do modelo, a execução ainda envolve múltiplos atores e etapas:

  • Conversão de moeda fiduciária para stablecoins.

  • Conversão de stablecoins para BRL.

  • Pagamento final via um rail local como Pix ou transferência bancária.

No Brasil, isso pode ser desafiador devido à complexidade do sistema financeiro e às exigências regulatórias. Coordenar tudo manualmente é demorado e dificulta a escalabilidade.

A solução da Lumx: orquestração de pagamentos ponta a ponta

A Lumx conta com o apoio e parceria com o BTG, maior banco de investimentos da América Latina e nosso parceiro estratégico e investidor, e acessa liquidez institucional em USDC, com o BTG entre suas contrapartes, além de acesso a USDT e outras stablecoins. Isso corta os spreads de múltiplos intermediários e mantém a liquidez disponível mesmo em volumes altos de transações, possibilitando a entrega de uma solução que elimina a necessidade de múltiplos intermediários, integrando todas as etapas de pagamento em uma única plataforma.

Como funciona nossa orquestração no Brasil?

  • Solução completa: infraestrutura de carteiras digitais inteligentes com modelos de custódia flexíveis, além de liquidez institucional em USDC, com o BTG entre as contrapartes, e rails locais como o Pix.

  • Roteamento otimizado: Escolha automática das rotas mais rápidas, econômicas e confiáveis para cada transação.

  • Automação e visibilidade: Empresas podem executar e acompanhar pagamentos globais on demand através de poucas chamadas de API.

Essa abordagem transforma o "sanduíche de stablecoin" em um modelo fluido, escalável e acessível para empresas no Brasil.

Orquestração multi-rails: o próximo passo para pagamentos globais

Na Lumx, acreditamos que a orquestração de pagamentos com stablecoins é apenas o começo. Conosco, um modelo de orquestração multi-rails, que combina stablecoins, rails locais como o Pix e blockchains de alta velocidade para criar a melhor experiência de pagamento já é uma realidade.

Com uma única API de pagamentos, empresas podem:

  • Automatizar pagamentos em stablecoins e BRL.

  • Minimizar falhas em transações internacionais.

  • Garantir custos baixos e prazos curtos, tornando pagamentos transfronteiriços verdadeiramente sem fronteiras.

Se você busca escalar o uso de stablecoins e simplificar pagamentos internacionais de e para o Brasil, entre em contato conosco. Estamos prontos para transformar seus processos financeiros e levar seus pagamentos para o futuro.

Texto adaptado do artigo feito por Chris Harmse, Co-Founder @BVNK

  • What is stablecoin orchestration?

    Stablecoin orchestration, also called payment orchestration with stablecoins, is the coordination of every stage and provider in a stablecoin-based payment: the fiat on-ramp, the stablecoin transfer, the compliance checks and the fiat off-ramp, run as one automated process instead of being coordinated by hand. A stablecoin orchestration platform and stablecoin orchestration infrastructure name that same layer, and crypto payment orchestration or blockchain payment orchestration is the same idea when the rails are stablecoins. Lumx runs that layer as one API, with the conversion, the compliance checks and the payout behind a single off-ramp request.

  • How fast does stablecoin payment settlement run: same day or T+1?

    It depends on the payout rail. On Lumx, Pix, SPEI and FPS settle instantly, 24/7/365. SEPA is instant, and a payment of EUR 100k or more between 4:30 PM and 2:30 AM UK time goes to SEPA Credit Transfer, which settles the same or next business day. Fedwire settles the same business day, ACH takes 1 to 2 business days and SWIFT 1 to 5. These are processing targets, not guarantees: a compliance hold (RFI) or an extra risk review on a large transfer can add time. Lumx runs the conversion and the payout as one off-ramp request and reports each step by webhook.

  • Can several liquidity providers share the flow in stablecoin orchestration?

    That is what an orchestration layer is for: it sits between your payments and the liquidity sources and decides where each conversion goes. At Lumx, conversion liquidity comes from its own liquidity and from institutional counterparties only, BTG Pactual among them. The customer asks for one quote and gets one rate, with the Lumx fee and any partner fee shown separately. The Lumx docs do not describe a setting for splitting your own flow across liquidity providers of your own, so ask the Lumx team if that is a requirement.

  • What is a stablecoin orchestration API?

    A stablecoin orchestration API is one interface that runs a whole stablecoin payment. It quotes the conversion, picks the network and the local rail, applies the compliance checks, sends the payout and reports each step through status events. A plain stablecoin API exposes one of those capabilities; the orchestration layer owns the sequence between them.

  • What should developers look for in stablecoin orchestration tools?

    Four things: a quote that holds for a stated window, a status for every leg delivered by webhook, compliance holds that arrive with a reason, and your own reference returned on every event. Together they make a failed payment explainable from the data rather than from a support ticket.

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