As stablecoins estão transformando a maneira como pagamentos globais são realizados, prometendo transferências internacionais mais rápidas e eficientes. Porém, na prática, essas transações frequentemente dependem de moeda fiduciária em algum ponto – formando o que é conhecido como “sanduíche de stablecoin”.
Esse modelo pode reduzir dias em liquidações internacionais, mas a coordenação manual entre várias partes ainda limita sua escalabilidade. A orquestração de pagamentos surge como uma solução para superar esses desafios, especialmente no Brasil, onde a inovação em sistemas de pagamento vem abrindo caminho para transformações significativas.
Vamos explorar como o Brasil, um mercado com alta demanda por eficiência e inovação em pagamentos, pode liderar essa transformação.
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Mas o que é a orquestração de pagamentos?
A orquestração de pagamentos é o processo de integrar e gerenciar diferentes etapas e provedores envolvidos em uma transação financeira em uma única camada tecnológica, tal qual um maestro que unifica melodias e instrumentos para alcançar uma perfeita harmonia. Em vez de empresas precisarem lidar com múltiplos intermediários – como bancos, provedores de liquidez e rails locais – a orquestração conecta tudo em uma interface unificada.
Com essa abordagem, é possível automatizar decisões sobre a melhor rota de pagamento (otimizando custos, velocidade e confiabilidade), monitorar cada etapa em tempo real e reduzir falhas. No Brasil, onde o sistema financeiro é dinâmico e exigente, a orquestração é essencial para simplificar a complexidade e impulsionar a eficiência
Stablecoins, agilidade acelerada em um mundo dominado pelo fiat
As stablecoins têm se destacado como uma solução poderosa para pagamentos globais, atuando como uma via rápida para liquidar pagamentos a freelancers, vendedores e fornecedores em questão de minutos. No Brasil, onde a volatilidade cambial é uma preocupação constante para empresas e indivíduos, stablecoins como o USDC ou USDT oferecem não apenas proteção contra a desvalorização do real (BRL), mas também a conveniência de transferências de baixo custo e alcance global.
Apesar de suas vantagens, o cenário atual ainda é amplamente dominado por moedas fiduciárias. No Brasil, o uso do real continua sendo indispensável para a maioria das transações locais, como pagamento de contas, compras diárias e outras despesas cotidianas. Por isso, no curto e médio prazo, o uso de stablecoins frequentemente depende de um componente fiduciário para conectar o novo paradigma digital à economia tradicional.
Essa dinâmica forma o que é conhecido como o “sanduíche de stablecoin”: as stablecoins aceleram o núcleo das transações, especialmente em transferências internacionais, mas as etapas inicial e final ainda requerem conversões para e de moedas fiduciárias.
Um futuro sendo construído para as stablecoins
À medida que a adoção de stablecoins cresce e as infraestruturas de pagamento evoluem, vislumbra-se um futuro em que as stablecoins possam se tornar um meio de pagamento completo, eliminando a necessidade de conversões para moedas fiduciárias. Nesse cenário, as pessoas poderão optar por receber, guardar e gastar diretamente em stablecoins, aproveitando sua eficiência total: disponibilidade 24/7, alcance global e custos reduzidos.
Embora ainda dependamos de moeda fiduciária para muitas transações, o potencial disruptivo das stablecoins aponta para um caminho onde as economias locais e globais poderão operar de forma mais integrada e eficiente, com pagamentos rápidos e acessíveis sem fronteiras.
O que é o sanduíche de stablecoin no contexto brasileiro?
Hoje, as stablecoins são usados para otimizar transferências internacionais, mas as entradas e saídas geralmente acontecem em moeda fiduciária. Vejamos como isso se aplica ao Brasil:
1. Remessas internacionais para o Brasil
Imagine um trabalhador brasileiro nos Estados Unidos enviando dinheiro para sua família no Brasil:
O remetente paga em dólares (USD) para um provedor de remessas local.
O provedor converte USD em stablecoins e os transfere para um parceiro no Brasil.
O parceiro no Brasil converte as stablecoins em reais (BRL) e distribui os valores diretamente para contas bancárias locais.

Esse modelo permite que o destinatário receba os fundos no mesmo dia – uma melhoria significativa em relação aos métodos tradicionais.
2. Pagamentos de marketplaces globais
Um vendedor brasileiro em uma plataforma de e-commerce internacional recebe pagamentos de compradores estrangeiros:
O pagamento é recebido em USD ou EUR pelo provedor de pagamentos do e-commerce.
O provedor converte o valor para stablecoins e os envia para um parceiro no Brasil.
O parceiro no Brasil realiza a conversão das stablecoins para BRL e faz o pagamento final diretamente ao vendedor por meio de Pix ou transferência bancária.

Esse processo elimina longas esperas e altas taxas associadas às transferências internacionais.
3. Pagamentos a fornecedores brasileiros
Uma empresa nos Estados Unidos contrata fornecedores no Brasil para serviços ou produtos:
O pagamento é realizado em USD e convertido para stablecoins por um parceiro de pagamentos.
O parceiro no Brasil converte as stablecoins para BRL e realiza o pagamento final diretamente para a conta do fornecedor no Brasil.

Esse fluxo reduz significativamente os custos de transação e acelera os prazos de pagamento, uma vantagem competitiva para fornecedores locais.
Os desafios da gestão manual no sanduíche de stablecoin
Apesar da eficiência do modelo, a execução ainda envolve múltiplos atores e etapas:
Conversão de moeda fiduciária para stablecoins.
Conversão de stablecoins para BRL.
Pagamento final via um rail local como Pix ou transferência bancária.
No Brasil, isso pode ser desafiador devido à complexidade do sistema financeiro e às exigências regulatórias. Coordenar tudo manualmente é demorado e dificulta a escalabilidade.
A solução da Lumx: orquestração de pagamentos ponta a ponta
A Lumx conta com o apoio e parceria com o BTG, maior banco de investimentos da América Latina e nosso parceiro estratégico e investidor, para mint direto de USDC e acesso a USDT e outras stablecoins. Isso nos garante não apenas as melhores taxas do mercado ao eliminar múltiplos spreads intermediários, mas também a maior liquidez, mesmo em volumes altos de transações, possibilitando a entrega de uma solução que elimina a necessidade de múltiplos intermediários, integrando todas as etapas de pagamento em uma única plataforma.
Como funciona nossa orquestração no Brasil?
Solução completa: infraestrutura de carteiras digitais inteligentes com modelos de custódia flexíveis, além de conexão direta com o BTG para prover liquidez de stablecoins e rails locais como o Pix.
Roteamento otimizado: Escolha automática das rotas mais rápidas, econômicas e confiáveis para cada transação.
Automação e visibilidade: Empresas podem executar e acompanhar pagamentos globais on demand através de poucas chamadas de API.
Essa abordagem transforma o "sanduíche de stablecoin" em um modelo fluido, escalável e acessível para empresas no Brasil.
Orquestração multi-rails: o próximo passo para pagamentos globais
Na Lumx, acreditamos que a orquestração de pagamentos com stablecoins é apenas o começo. Conosco, um modelo de orquestração multi-rails, que combina stablecoins, rails locais como o Pix e blockchains de alta velocidade para criar a melhor experiência de pagamento já é uma realidade.
Com uma única API de pagamentos, empresas podem:
Automatizar pagamentos em stablecoins e BRL.
Minimizar falhas em transações internacionais.
Garantir custos baixos e prazos curtos, tornando pagamentos transfronteiriços verdadeiramente sem fronteiras.
Se você busca escalar o uso de stablecoins e simplificar pagamentos internacionais de e para o Brasil, entre em contato conosco. Estamos prontos para transformar seus processos financeiros e levar seus pagamentos para o futuro.
Texto adaptado do artigo feito por Chris Harmse, Co-Founder @BVNK
What is payment orchestration with stablecoins?
Payment orchestration with stablecoins is the process of integrating and managing the different stages and providers involved in a stablecoin-based financial transaction. It coordinates the flow between fiat on-ramps, stablecoin transfers, compliance checks, and fiat off-ramps into a unified, automated process, solving the scalability challenges of manual coordination that currently limit stablecoin payments.
What is the stablecoin sandwich model in cross-border payments?
The stablecoin sandwich is a payment model where fiat currency is converted to stablecoins at the origin, transferred on-chain to the destination, and then converted back to local fiat currency. This model can reduce international settlement times from days to minutes, but it still depends on fiat currency at both ends of the transaction. Payment orchestration automates this process, making it scalable and efficient for businesses.
Why is Brazil well-positioned to lead in stablecoin payment orchestration?
Brazil is well-positioned to lead in stablecoin payment orchestration due to its advanced domestic payment infrastructure (Pix), high demand for efficient international payments, a growing fintech ecosystem, and increasing regulatory clarity around digital assets. The country's experience with real-time payments innovation and its significant cross-border trade volumes make it an ideal testing ground for stablecoin-based payment orchestration solutions.
How does payment orchestration solve the scalability problem of stablecoin payments?
Payment orchestration solves scalability by automating the manual coordination that currently limits stablecoin payment growth. Instead of businesses manually managing multiple providers for currency conversion, compliance, routing, and settlement, an orchestration layer handles everything through APIs and smart contracts. This enables companies to process high volumes of stablecoin transactions efficiently, with automated compliance checks, optimal routing, and real-time settlement.





