Stablecoins são hoje uma ferramenta financeira cada vez mais presente na operação de empresas que atuam globalmente. Movimentam trilhões de dólares por ano em pagamentos a fornecedores, capital de giro, remessas e liquidação de vendas internacionais.
Ao combinar a previsibilidade de moedas fiduciárias com a eficiência das redes digitais, stablecoins passaram a oferecer uma nova forma de mover valor entre países, mais integrada à operação financeira, menos dependente de intermediários e alinhada à dinâmica global dos negócios.
De tempo de liquidação a operação contínua, confira as principais vantagens dessa tecnologia
Empresas que operam internacionalmente enfrentam desafios recorrentes: incerteza na liquidação, complexidade operacional, exposição cambial e dependência de infraestrutura bancária fragmentada. Stablecoins surgem como uma alternativa para reduzir essas fricções e ampliar o controle sobre pagamentos globais.
Entre os principais benefícios estão:
Liquidação mais previsível: Stablecoins permitem maior controle sobre quando um pagamento efetivamente acontece. Em vez de depender de janelas bancárias e múltiplos intermediários, empresas passam a operar com maior previsibilidade financeira e menor incerteza sobre prazos.
Redução de fricção operacional: Transferências diretas entre participantes simplificam fluxos internacionais, diminuindo etapas manuais, reconciliações complexas e dependência de estruturas bancárias em diferentes jurisdições.
Previsibilidade cambial: Stablecoins atreladas a moedas fortes permitem negociar, receber e manter saldo sem conversões imediatas. Isso ajuda empresas, especialmente em mercados voláteis, a proteger margens e reduzir exposição ao risco cambial.
Operação global contínua (24/7): Pagamentos deixam de depender de horário bancário. Isso amplia a capacidade de cumprir prazos internacionais, responder a eventos urgentes e coordenar operações entre fusos diferentes.
Nova camada de infraestrutura financeira: Mais do que um novo meio de pagamento, stablecoins passam a funcionar como uma camada complementar da infraestrutura financeira, ampliando as opções disponíveis para empresas que operam globalmente.
Como stablecoins mudam a dinâmica dos pagamentos internacionais
Pagamentos internacionais tradicionais dependem de múltiplas instituições, processamento em lote e janelas operacionais restritas. Esse modelo introduz atrasos, custos indiretos e complexidade operacional.
Stablecoins operam em redes contínuas e permitem transferências diretas entre participantes. Isso altera a dinâmica da liquidação: fundos chegam prontos para uso, com menor dependência de intermediários e maior controle sobre o momento da transação.
Esse movimento não é teórico. Em 2025, o volume global transacionado com stablecoins ultrapassou US$ 33 trilhões, refletindo um crescimento expressivo e consolidando esses ativos como uma camada relevante de liquidação financeira global.
Na prática, empresas passam a ter maior previsibilidade no fluxo financeiro e mais autonomia sobre pagamentos críticos.
Impactos operacionais: custo, velocidade e capital de giro
A redução de intermediários tende a impactar custos de processamento, especialmente em fluxos recorrentes ou de maior volume. Enquanto remessas internacionais tradicionais ainda apresentam custos médios globais na faixa de 6%, pagamentos via stablecoins frequentemente operam com taxas significativamente menores.
Além disso, a liquidação mais direta reduz valores em trânsito. Pagamentos cross-border tradicionais podem levar de um a cinco dias úteis para compensação, enquanto stablecoins permitem liquidação em minutos — o que diminui capital imobilizado e melhora o ciclo de capital de giro.
Para fornecedores, isso pode significar liberação mais rápida de mercadorias; para compradores, menor risco de contraparte e maior previsibilidade na execução de contratos.
Quando a movimentação de valor se torna mais previsível, empresas conseguem planejar caixa, pagamentos e reconciliação com menos fricção.
Como empresas utilizam stablecoins em pagamentos internacionais
Stablecoins já são utilizadas em diversos fluxos corporativos, especialmente onde pagamentos internacionais são recorrentes ou críticos para a operação.
Entre os principais casos de uso:
Pagamento a fornecedores internacionais
Contratação e pagamento de freelancers globais
Liquidação de exportações
Recebimento de vendas internacionais
Transferência de recursos entre subsidiárias
Gestão de caixa em moeda forte
Liquidação B2B em marketplaces globais
Esses usos tendem a se beneficiar de maior previsibilidade, menor fricção e melhor integração com sistemas financeiros.
O impacto para empresas brasileiras
Para empresas no Brasil, stablecoins ajudam a resolver desafios estruturais dos pagamentos internacionais.
Entre eles:
Dependência de transferências internacionais lentas e custosas
Dificuldade de acesso a contas bancárias no exterior
Exposição à volatilidade do real
Burocracia cambial em operações recorrentes
Complexidade para PMEs operarem globalmente
A integração com infraestrutura local — como mecanismos de conversão entre BRL e USD — torna esses fluxos mais viáveis operacionalmente.
Isso contribui para que stablecoins tenham ganhado relevância em operações internacionais envolvendo empresas brasileiras, especialmente em tecnologia, serviços e comércio exterior.
Stablecoins introduzem uma nova forma de mover valor globalmente, integrada e alinhada à operação digital das empresas.
Para empresas brasileiras, isso representa a possibilidade de reduzir fricção, melhorar o fluxo de caixa e operar internacionalmente com maior controle.
Como a Lumx pode ajudar
À medida que stablecoins passam a integrar fluxos corporativos, surge a necessidade de infraestrutura que permita operá-las com segurança, compliance e integração aos sistemas existentes.
A Lumx desenvolve infraestrutura para que empresas possam orquestrar pagamentos internacionais com stablecoins, gerenciar conversões, integrar fluxos financeiros e operar dentro de ambientes regulados.
Isso inclui APIs para onboarding, movimentação, liquidação e reconciliação, permitindo que stablecoins sejam utilizadas como parte da operação financeira, e não como um processo paralelo.





