Os republicanos divulgaram uma versão revisada da CLARITY Act com concessões nas regras de ética, em uma tentativa final de atrair os votos democratas necessários para avançar com o projeto.
Em paralelo, a OMC lançou um estudo apontando a regulação fragmentada como o principal limitador da adoção de stablecoins no comércio internacional, enquanto o Banco da Itália passou a exigir triagem de sanções nas transferências de criptoativos.
Do lado do produto, o Nu iniciou operação nos Estados Unidos com uma conta internacional construída sobre USDC e EURC, e a Visa passou a financiar programas de cartão ligados a stablecoin usando dados de liquidação.
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Estamos de volta ao X
A Lumx retomou sua presença no X sob um novo handle, @lumxhq, começando a construção do zero. A decisão parte do entendimento de que boa parte da comunidade de builders e da discussão sobre infraestrutura de stablecoin acontece na plataforma. A empresa reconhece que a cultura do X é a de leitura mais difícil entre as redes em que atua, e convida quem usa a plataforma a compartilhar o que funciona na prática.
A semana decisiva da CLARITY Act no Senado americano
Em resumo:
Os republicanos divulgaram no domingo uma versão revisada da CLARITY Act, apresentada como última e melhor oferta, antes da votação de procedimento de terça.
Trump aceitou regras de ética mais duras, incluindo desinvestimento ou blind trust, fiscalização por procuradores estaduais e ausência de prazo de validade.
Democratas prepararam uma contraproposta, mantendo o resultado em aberto.
A votação de cloture exige 60 votos, o que demanda ao menos sete democratas favoráveis. A Decrypt detalhou as mudanças do texto, e o Cointelegraph reportou o envio da contraproposta democrata, segundo apuração da Politico.
Para o setor de stablecoins, o ponto central está no acordo sobre rendimento, mantido pelos republicanos apesar do pedido bancário de ampliar a proibição de recompensas. Em contrapartida, foi incluído um dispositivo de circuit breaker que autoriza o Secretário do Tesouro a intervir diante de evidência de fuga generalizada de depósitos de bancos comunitários para stablecoins. O texto também retirou proteções explícitas contra processos criminais para desenvolvedores sem custódia de fundos, ao mesmo tempo em que reforçou proteções civis e as estendeu a mineradores e validadores. Alex Thorn, da Galaxy, elevou de 10% para 25% a estimativa de aprovação em 2026.
A OMC diz que o gargalo da stablecoin no comércio não é tecnológico
Em resumo:
Para Juan Marchetti, diretor de comércio em serviços e investimento da OMC, o limitador da adoção é a falta de desenvolvimento dos arcabouços regulatórios.
Stablecoins representam cerca de 3% do total dos pagamentos internacionais.
Apenas 39% das jurisdições pesquisadas pelo FSB, 11 de 28, concluíram seus marcos regulatórios.
Marchetti falou em Genebra no lançamento do estudo da OMC sobre stablecoins no comércio mundial. O relatório mapeia cinco atritos do sistema atual de pagamentos internacionais, montado sobre bancos correspondentes, que a stablecoin poderia reduzir: custo alto, baixa velocidade, acesso limitado, transparência insuficiente e restrições cambiais. Também registra crescimento de 35 vezes nos pagamentos transfronteiriços em stablecoin entre 2020 e meados de 2024.
Marchetti apontou que as economias em desenvolvimento são as que mais teriam a ganhar, pela redução de custo em remessas, e simultaneamente as de regimes regulatórios menos desenvolvidos. Segundo ele, a contribuição ao comércio dependerá menos da tecnologia do que de convergência regulatória, interoperabilidade e da infraestrutura financeira ao redor. Na prática, nesses mercados adoção e regulação costumam caminhar juntas, com a demanda nascendo de dores concretas de câmbio e remessa e o regulador construindo sobre um uso já existente. O Brasil é exemplo dos dois lados, tendo criado um dos sistemas de pagamento instantâneo mais usados do mundo e seguindo avançando no arcabouço para ativos virtuais com o mercado em operação.
O Banco da Itália passou a exigir triagem de sanções em transferências de cripto
Em resumo:
O Banca d'Italia determinou que prestadores de serviços de criptoativos implementem políticas e controles internos para aplicar as sanções financeiras da União Europeia.
A orientação pede controles adequados para identificar clientes e transações ligadas a entidades sancionadas.
A medida responde ao uso crescente de cripto por entidades russas e iranianas para contornar sanções.
O banco central italiano publicou a comunicação na segunda-feira. Como contexto, a stablecoin lastreada em rublo A7A5 processou 110 bilhões de dólares em transações acumuladas entre fevereiro de 2025 e maio de 2026, segundo a CertiK, mesmo sendo alvo de sanções ocidentais.
A exigência representa custo fixo relevante de compliance, já que triagem de sanções demanda processo contínuo, atualização de listas e tratamento de falsos positivos. Somada ao estudo da OMC, desenha um cenário em que o custo de entrada no mercado regulado tende a subir de forma previsível, favorecendo quem se estrutura antes de a regra ficar pronta.
O Nubank lançou uma conta global que roda em stablecoin
Em resumo:
O Nu iniciou operação nos Estados Unidos e lançou o Nu Global, uma conta digital multimoeda para clientes com vida entre países.
No Nu Global, todos os depósitos são convertidos em USDC ou EURC, com rendimento diário de 3,50% e 2,20% ao ano respectivamente.
A conta envia e recebe dinheiro em mais de 35 países, com cartão Mastercard virtual e transferências sem taxa.
O Nu anunciou as duas frentes em 10 de setembro. Nos Estados Unidos, a operação começa por modelo de banco parceiro, com depósitos no Lead Bank, segurado pelo FDIC, conta com 3,50% ao ano e cartão de crédito Mastercard sem anuidade. A empresa recebeu aprovação condicional do OCC para licença bancária nacional em janeiro.
O Nu Global não é uma carteira cripto acoplada ao aplicativo, e sim a conta internacional do banco, com a stablecoin operando como trilho por baixo da experiência. O depósito vira dólar ou euro digital, rende diariamente e é gasto por cartão Mastercard virtual sem markup cambial. A empresa sustenta o produto em dados do Banco Mundial, segundo os quais mais de 300 milhões de pessoas vivem entre países, movimentaram cerca de 800 bilhões de dólares em 2025 e perdem em média 6% em tarifas e margens de câmbio. A emissão dos tokens é da Circle, cabendo ao Nu a distribuição, o mesmo desenho adotado pela Revolut no lançamento da EURR.
A Visa passou a financiar programas de cartão em stablecoin com crédito onchain
Em resumo:
A Visa está combinando dados de liquidação da VisaNet com registros onchain para que credores avaliem negócios de pagamento e definam condições de financiamento.
O volume de liquidação em stablecoin da rede superou o ritmo anualizado de 20 bilhões de dólares, alta de mais de 15 vezes.
Um modelo inicial com a Credit Coop financiou mais de 2,5 bilhões de dólares em volume de liquidação desde 2023, sem inadimplência nas linhas participantes.
A Visa anunciou a iniciativa na terça-feira. O modelo usa recebíveis de liquidação como base do empréstimo, com repagamento coletado desses mesmos fluxos e a Credit Coop automatizando funding, colateral e amortização por contrato inteligente.
A iniciativa ataca a restrição de capital de giro em negócios de pagamento, em que o financiamento tradicional costuma exigir escala, histórico longo e análise manual. O volume nos mais de 160 programas de cartão ligados a stablecoin na rede cresceu quase 200% em um ano, e protocolos de crédito onchain já processaram mais de 694 bilhões de dólares em empréstimos em stablecoin desde 2020. A empresa não divulgou credores participantes, taxas ou disponibilidade ampliada.
Para ler
Jack Appleby analisou uma mudança de comportamento com efeito direto em estratégia de conteúdo: o público segue consumindo, mas parou de curtir e comentar. Levantamento de Gabriel Davis com 2,5 milhões de posts no Instagram entre janeiro de 2025 e maio de 2026 mostra queda de 73% nas curtidas em carrosséis e de 81% em Reels, com comentários caindo 39% e 46%. As plataformas já se adaptaram, priorizando tempo de exibição, taxa de conclusão e compartilhamento. A recomendação é rebaixar curtidas e comentários a métricas secundárias.
História da semana
Tom Orbach argumentou que "prova de humanidade" é hoje a maior oportunidade de marketing disponível, tratando a fadiga de IA como vantagem competitiva. Pesquisa do Gartner indica que 53% dos clientes considerariam trocar de empresa ao descobrir uso de IA no atendimento, e levantamento Gallup mostra que 66% dos menores de 30 anos reagem negativamente a IA em publicidade. Entre os exemplos, a Port substituiu o chatbot por um conector de Slack atendido por pessoas, a Aerie se comprometeu a não usar pessoas geradas por IA em anúncios, a Wiz montou uma zona sem IA em conferência, a Cursor alugou um café para colocar engenheiros em contato direto com usuários, e a Ramp gravou um ator preenchendo relatórios de despesa à mão por sete horas em um escritório de vidro, com mais de 85 milhões de visualizações.
Leitura complementar entre IA, mercado e a infraestrutura ao redor
Cinco hacks simples para deixar sua copy mais persuasiva — LinkedIn
Agentes de IA gastando dinheiro online? Nova pesquisa diz que ainda não — Decrypt
A OpenAI perguntou ao Congresso se desacelerar a IA em conjunto seria legal — Decrypt
A Meta lançou o Muse, seu agente de IA pessoal — The New York Times
Zuckerberg diz que a ciência não está fechada, mas os danos do vídeo curto começam a aparecer — The Guardian
Pacote tributário de cripto na Câmara americana deixa de fora o diferimento de recompensas de mineração e staking — Cointelegraph
Esta foi a Stable News, uma curadoria semanal para te deixar a par das últimas atualizações envolvendo stablecoins ao redor do globo.





